O Valencia anunciou hoje seu novo técnico para a próxima temporada. Trata-se do argentino Mauricio Pellegrino, ex-zagueiro da equipe entre 1999 e 2004. Ex-assistente técnico de Rafa Benítez, Pellegrino fará sua esntreia como treinador.
Não se pode questionar a contratação de Pellegrino. É um grande nome no clube, ídolo da torcida, conquistou, com o Valencia, o Campeonato Espanhol por duas vezes (2001/02 e 2003/04), além da Copa da Uefa de 2004, uma Supercopa Europeia (2004) e uma Supercopa da Espanha (1999).
Mudança - Mas será que a saída de Unai Emery é justa? Tudo bem que não ficar no clube, aparentemente, foi uma decisão do próprio treinador basco. Ele chegou como ao clube em 2008 como uma das grandes promessas do futebol espanhol. Na época, o Valencia vivia um crise interna, que resultou em resultados ruins na temporada anterior.
Desde que assumiu, mostrou serviço. Perdeu as duas grandes estrelas da equipe, os Davids Silva e Villa, e mesmo assim manteve os bons resultados. E os desfalques não se limitaram aos dois. Juan Mata, Albiol e tantos outros. Mas Emery sempre manteve o Valencia como a terceira força da Espanha, ficando atrás apenas de Real e Barça, o que é, com certeza, uma grande proeza.
Muito pressionado pela torcida do clube, que julgou os resultados obtidos na atual temporada como ruins, Emery decidiu deixar o clube. O basco deve ir para o Spartak Moscou, da Rússia, onde receberá, segundo informações da imprensa espanhola, o dobro do que recebia no Valencia.
Se realmente não houve esforço do Valencia em mantê-lo, a equipe não agiu muito bem. Deixou escapar um treinador que segurou as pontas enquanto a equipe vendia todas as estrelas para pagar as enormes dívidas. Se foi opção dele, fez certo, pois trabalhar sob pressão, mesmo realizando um grande trabalho, não é bom.
segunda-feira, 7 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Mourinho? Redknapp? Nada! Roy Hodgson é o novo treinador da Seleção Inglesa
Para quem apostava em José Mourinho ou Harry Redknapp, ficou surpreso com a escolha da FA por Roy Hodgson para assumir o English Team. Talvez Hodgson seja apenas um tapa buraco para a Eurocopa, o que seria um absurdo, pois não seria muito inteligente menosprezar uma competição tão importante. Porém, se ele for mesmo o escolhido para os trabalhos futuros, não será uma grande contratação. Pelo menos os números não falam a seu favor.
Como treinador, ganhou apenas campeonatos suecos e dinamarqueses, que não são tão expressivos, quando treinou Halmstads, Malmo e Copenhagen. Na Inglaterra, treinou apenas o Liverpool entre as equipes grandes. E o trabalho também não foi dos melhores. Hodgson não classificou a equipe para a Champions League e acabou deixando o cargo em meados da temporada 2010/2011.
A seu favor pesam as boas temporadas que fez à frente do Fulham, entre 2007 e 2010, além da excelente campanha que faz com o inexpressivo West Bromwich na Premier League levando a equipe, por enquanto, à 10ª posição da competição.
Pessoalmente, acredito que Roy não foi uma boa escolha, mas foi, talvez, a melhor alternativa no momento. Pelo que se vê, nem Mourinho, nem Redknapp aceitaram a proposta da Seleção. Ele é um bom treinador, normalmente se relaciona-se bem com os jogadores das equipes que treina, mas não tem o "know-how" suficiente para assumir uma Seleção como a Inglaterra. Se bem que o último treinador tinha muito "know-how" e fez um trabalho para ser esquicido pelos ingleses. Ao que parece, a FA, deste vez, preferiu apostar em um treinador da casa, que não é tão famoso, mas que tem o sangue azul bretão correndo em suas veias. Vamos esperar o resultado.
Como treinador, ganhou apenas campeonatos suecos e dinamarqueses, que não são tão expressivos, quando treinou Halmstads, Malmo e Copenhagen. Na Inglaterra, treinou apenas o Liverpool entre as equipes grandes. E o trabalho também não foi dos melhores. Hodgson não classificou a equipe para a Champions League e acabou deixando o cargo em meados da temporada 2010/2011.
A seu favor pesam as boas temporadas que fez à frente do Fulham, entre 2007 e 2010, além da excelente campanha que faz com o inexpressivo West Bromwich na Premier League levando a equipe, por enquanto, à 10ª posição da competição.
Pessoalmente, acredito que Roy não foi uma boa escolha, mas foi, talvez, a melhor alternativa no momento. Pelo que se vê, nem Mourinho, nem Redknapp aceitaram a proposta da Seleção. Ele é um bom treinador, normalmente se relaciona-se bem com os jogadores das equipes que treina, mas não tem o "know-how" suficiente para assumir uma Seleção como a Inglaterra. Se bem que o último treinador tinha muito "know-how" e fez um trabalho para ser esquicido pelos ingleses. Ao que parece, a FA, deste vez, preferiu apostar em um treinador da casa, que não é tão famoso, mas que tem o sangue azul bretão correndo em suas veias. Vamos esperar o resultado.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Campeão alemão pode ser definido neste sábado
Amanhã será um dia decisivo para as duas equipes que disputam a tão sonhada Salva de Prata da Bundesliga desta temporada. Bayern de Munique e Borussia Dortumund entrarão em campo neste sábado e, a depender dos resultados, conheceremos amanhã mesmo o campeão.
O primeiro a entrar em campo será o Bayern. Os bávaros vão a Bremen enfrentar o Werder, que não vive grande fase. A equipe de Thomas Schaaf - treinador do Bremen desde 1999 - está na oitava posição do certame e ainda sonha com a uma vaga na Europa League da temporada que vem.
O poderoso Bayern vai para o Derby embalado depois da grande vitória contra o Real Madrid, na última terça-feira, por 2 a 1, pelas semi-finais da Champions League. Os comandados de Jupp Heynckes precisam ganhar a partida e torcer por um tropeço do Borussia para se manterem vivos na disputa do título. Caso perca, o Bayern entregará a taça ao Borussia, já que a diferença é de oito pontos e, depois da rodada deste fim de semana, faltarão apenas mais duas.
E o atual campeão Borussia poderá entrar em campo como campeão, em caso de derrota ou empate do Bayern. Sob o comando do genial Jürgen Klopp, o Dortmund entrará em campo, em seu estádio, o impressionante Signal Iduna Park, contra o Borussia Monchengladbach, logo após o Derby de Bremen. Apesar de torcer para a derrota do Bayern, o Dortmund só depende dele para levar, pela segunda vez consecutiva, a Salva de Prata. Basta uma vitória simples sobre xará e Gotze, Kagawa e companhia levarão o título, com duas rodadas de antecedência.
E para quem quiser acompanhar a disputa do título, os canais ESPN exibirão ambas as partidas. Werder e Bayern será às 10h30 e Dortmund e Monchengladbach, às 13h30.
O primeiro a entrar em campo será o Bayern. Os bávaros vão a Bremen enfrentar o Werder, que não vive grande fase. A equipe de Thomas Schaaf - treinador do Bremen desde 1999 - está na oitava posição do certame e ainda sonha com a uma vaga na Europa League da temporada que vem.
O poderoso Bayern vai para o Derby embalado depois da grande vitória contra o Real Madrid, na última terça-feira, por 2 a 1, pelas semi-finais da Champions League. Os comandados de Jupp Heynckes precisam ganhar a partida e torcer por um tropeço do Borussia para se manterem vivos na disputa do título. Caso perca, o Bayern entregará a taça ao Borussia, já que a diferença é de oito pontos e, depois da rodada deste fim de semana, faltarão apenas mais duas.
E o atual campeão Borussia poderá entrar em campo como campeão, em caso de derrota ou empate do Bayern. Sob o comando do genial Jürgen Klopp, o Dortmund entrará em campo, em seu estádio, o impressionante Signal Iduna Park, contra o Borussia Monchengladbach, logo após o Derby de Bremen. Apesar de torcer para a derrota do Bayern, o Dortmund só depende dele para levar, pela segunda vez consecutiva, a Salva de Prata. Basta uma vitória simples sobre xará e Gotze, Kagawa e companhia levarão o título, com duas rodadas de antecedência.
E para quem quiser acompanhar a disputa do título, os canais ESPN exibirão ambas as partidas. Werder e Bayern será às 10h30 e Dortmund e Monchengladbach, às 13h30.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Vice campeão invicto? É possível
Muito se fala que o Vitória é o campeão dos vices, que é o time mais vice da história do futebol, que nasceu para ser vice, entre outros blá, blá, blás. Mas uma situação inusitada está se desenhando no Campeonato Italiano e, caso se concretize, o Vitória ganhará um concorrente neste duelo que nenhum clube gosta de participar.
A Juventus, maior campeã da história do Calcio com 27 Scudettos, atualmente está na segunda posição do certame, dois pontos abaixo do líder Milan. Comparada aos últimos anos, a campanha da Juve na atual edição da Serie A é muito boa. Comandada pelo ex-jogador e ídolo do clube Antonio Conte, a equipe enfim encontrou um padrão de jogo e conquista bons resultados, chegando a disputar o título.
Mas o fato curioso da campanha da Juve não é apenas o fato de ser o segundo colocado. Passadas 30 rodadas da Serie A, a equipe ainda não perdeu na competição. A bela campanha conta com 16 vitórias e 14 empates, além de ter a melhor defesa do certame com apenas 17 gols sofridos.
Caso o Milan não saia da ponta e a Juve não perca, teremos um inusitado caso de uma equipe invicta em um campeonato longo que não foi campeã.
O adversário de ontem, que poderia ser o algoz da campanha, acabou sendo derrotado sem muita dificuldade. Com gols do trabalhador zagueiro Bonucci, do polivalente meia Vidal e do veloz atacante Quagliarella, a Juve bateu o perigoso time do Napoli, comanadado pelo competente Walter Mazzari, pelo dilatado placar de 3 a 0.
E o resto da tabela não parece um bicho de sete cabeças para a equipe de Conte. Os adversários mais complicados serão Lazio e Roma, mas ambos os jogos serão disputados em Turim, na casa da Juve. Fora, a parada mais dura da equipe será o Palermo, já na próxima rodada.
Para o Milan, a principal pedra no caminho pode ser a arquirival Internazionale. O derby, com mando de campo para a Inter, acontecerá na penúltima rodada e poderá decidir o título. Os demais adversários dos rubronegros, a julgar pelas posições na tabela, não parecem oferecer risco ao título milanista.
A menos que os deuses do futebol nos preguem uma bela peça, a Juventus conquistará, ao final da temporada, o vice do Calcio de maneira invicta. Caso se concretize, este vice deixará a sensação para a torcida da Juve de que "não perdi, mas não levei". Um curioso caso de vice invicto.
Mas para quem pensa que este é o único caso da história, muito enganado está. Em 1979, o Milan venceu o Calcio com o Perugia, de Paolo Rossi, na segunda posição. Detalhe, o Perugia terminou o campeonato invicto.
A tabela é à favor e, possivelmente, teremos o caso do maior campeão da história do Calcio ser vice campeão de maneira invicta. Boa história para guardar e contar aos filhos e netos no futuro.
A Juventus, maior campeã da história do Calcio com 27 Scudettos, atualmente está na segunda posição do certame, dois pontos abaixo do líder Milan. Comparada aos últimos anos, a campanha da Juve na atual edição da Serie A é muito boa. Comandada pelo ex-jogador e ídolo do clube Antonio Conte, a equipe enfim encontrou um padrão de jogo e conquista bons resultados, chegando a disputar o título.
Mas o fato curioso da campanha da Juve não é apenas o fato de ser o segundo colocado. Passadas 30 rodadas da Serie A, a equipe ainda não perdeu na competição. A bela campanha conta com 16 vitórias e 14 empates, além de ter a melhor defesa do certame com apenas 17 gols sofridos.
Caso o Milan não saia da ponta e a Juve não perca, teremos um inusitado caso de uma equipe invicta em um campeonato longo que não foi campeã.
O adversário de ontem, que poderia ser o algoz da campanha, acabou sendo derrotado sem muita dificuldade. Com gols do trabalhador zagueiro Bonucci, do polivalente meia Vidal e do veloz atacante Quagliarella, a Juve bateu o perigoso time do Napoli, comanadado pelo competente Walter Mazzari, pelo dilatado placar de 3 a 0.
E o resto da tabela não parece um bicho de sete cabeças para a equipe de Conte. Os adversários mais complicados serão Lazio e Roma, mas ambos os jogos serão disputados em Turim, na casa da Juve. Fora, a parada mais dura da equipe será o Palermo, já na próxima rodada.
Para o Milan, a principal pedra no caminho pode ser a arquirival Internazionale. O derby, com mando de campo para a Inter, acontecerá na penúltima rodada e poderá decidir o título. Os demais adversários dos rubronegros, a julgar pelas posições na tabela, não parecem oferecer risco ao título milanista.
A menos que os deuses do futebol nos preguem uma bela peça, a Juventus conquistará, ao final da temporada, o vice do Calcio de maneira invicta. Caso se concretize, este vice deixará a sensação para a torcida da Juve de que "não perdi, mas não levei". Um curioso caso de vice invicto.
Mas para quem pensa que este é o único caso da história, muito enganado está. Em 1979, o Milan venceu o Calcio com o Perugia, de Paolo Rossi, na segunda posição. Detalhe, o Perugia terminou o campeonato invicto.
A tabela é à favor e, possivelmente, teremos o caso do maior campeão da história do Calcio ser vice campeão de maneira invicta. Boa história para guardar e contar aos filhos e netos no futuro.
sábado, 31 de março de 2012
Outra versão da Eurocopa de 2008
Depois de pegar um excelente baba hoje, me veio à memoria um dos melhores torneios de futebol que já tive o prazer de assistir na vida: a Eurocopa de 2008.
Há quase quatro anos, nós, adoradores do bom futebol, fomos premiados com um belo campeonato organizado pela Suíça e pela Áustria, excelentes anfitriões, diga-se de passagem. O certame foi vencido pela Espanha, que tinha uma grande equipe e era a grande favorita ao título. Casillas, Serio Ramos, Puyol, Pique e Capdevilla; Xabi Alonso, Xavi, Iniesta e David Silva; David Villa e Fernando Torres. No banco, Luis Aragonés era o comandante deste time quase imbatível, que tinha, e ainda tem, a base do Barcelona.
Na final, conta a Alemanha, apesar do placar magro de 1 a 0, a Espanha foi tão superior, mas tão superior, que os germânicos nem podem contestar jogo equilibrado. O time de Joachim Low, vale ressaltar, também fez um belo torneio, com uma equipe jovem e promissora, mas a Espanha estava mais preparada e levantou o caneco. Dois anos mais tarde, esta mesma base viria a ganhar a Copa do Mundo, primeira da história da Fúria.
Mas engana-se quem pensa que a Euro 2008 se restringiu a estas duas seleções. Na verdade, minha vontade ao criar este post era falar sobre equipes que, mesmo não vencendo, surpreenderam e encheram os olhos dos espectadores.
E foi na Euro 2008 que o Mago Guus Hiddink aprontou mais uma das suas no comando da Rússia. Mas a primeira partida não foi muito promissora, a julgar pelo placar: sofreu uma sonora goleada por 4 a 1 da Espanha. Depois, duas vitórias levaram a equipe às quartas de final. E o adversário, por ironia do destino, foi a poderosa Holanda, país natal de Hiddink. Depois de um empate por 1 a 1 no tempo regular, a Rússia eliminou a Holanda com dois gols na prorrogação e chegou às semi, sendo eliminada pela Espanha.
Uma pergunta relevante: a boa campanha da surpreendente Rússia na Euro deve ser creditada à genialidade de Hiddink ou ao crescimento do futebol russo? Na minha modesta opinião, um pouco dos dois. É indiscutível que o futebol russo é um dos que mais crescem na Europa e as boas campanhas das equipes nacionais nos torneios continentais falam por si. Naquela competição, a Rússia tinha bons nomes, como o goleiro Akinfeev, os defensores Ignashevich e Anyukov, os meias Zhirkov, Zyryanov e o craque do time, Arshavin, além do bom atacante Pavlyucheko. Os comandados do Mago fizeram tão boa campanha que acabaram despertando interesse de grandes clubes da Europa após o certame. O que Hiddink fez - e isso merece muitas congratulações - foi pegar um grupo de bons jogadores, e transformar em uma equipe competitiva, extraindo o máximo de cada jogador. O resultado foi, no final das contas, brilhante para uma seleção em que as expectativas era simplesmente classificar para o torneio.
Mais surpreendente ainda do que a Rússia foi a modesta Turquia. Para não chamar Fatih Terim, comandante turco, de Mago, assim como Hiddink, vamos chamá-lo de Feiticeiro, já que sua campanha foi tão impressionante quanto a do seu companheiro. O início do certame, assim como para os russos, também não foi muito promissor para os turcos: derrota por 2 a 0 para Portugal, que seria o grande adversário da chave. Mas duas vitórias seguidas deram a classificação à equipe, eliminando a anfitriã Suíça e decretando a aposentadoria do grande ídolo suíço Alexander Frei.
O adversário das quartas seria a Croácia, comandada pelo genial Slaven Bilic, que chegou a ser sondado para treinar o Chelsea após a Euro. Lembro-me como ontem desta bela partida que tive o prazer de acompanhar do início ao fim. O tempo regular terminou 0 a 0. Na prorrogação, o incansável Ivan Klasnic fez para os croatas, mas Senturk empatou e levou o jogo para os pênaltis. E as penalidades consagraram o bom e velho Rustu Recber, aquele mesmo da Copa de 2002, que substituíra o titular Volkan Demirel, expulso na partida anterior contra a República Tcheca. A partida marcou a despedida do ídolo e capitão croata Niko Kovac. Confesso que não segurei as lágrimas no momento em que vi Kovac e seus companheiros cabisbaixos, e ainda ver Bilic tentando alegrá-los, como se dissesse "vocês fizeram o melhor, são vencedores independente do resultado". Foi emocionante.
Assim como a Rússia, a Turquia tinha uma boa safra e foi bem treinada por Terim. A dupla de zaga formada por Gokhan Zan e Emre Asik era segura. O lateral esquerdo Hakan Balta, para mim, foi o melhor da Euro, devido à sua regularidade e, principalmente, pelo apoio e marcação. Os meias Arda Turan e Mehmet Topal eram criativos e trabalhadores. E no ataque, Nihat fazia o que era necessário. O Feiticeiro pegou tudo isso, juntou com outros ingerdientes, jogou em seu caldeirão e transformou numa bela equipe, que foi eliminada nas semi pela Alemanha. Esta foi outra partida histórica, pois os turcos jogaram muito desfalcados e acabaram perdendo por 3 a 2. Acho que se ambas as equipes estivessem com suas equipes titulares, o placar poderia ser outro.
E a Croácia de Bilic foi outra boa surpresa, pelo bom futebol apresentado na competição. O principal ponto forte do time era o meio campo, formado pelos jovens e talentosos Kranjcar, Modric, Pranjic e Rakitic. Com um esquema ofensivo e ousado, Bilic levou seus jovens promissores a bater a poderosa Alemanha na primeira fase, classificando-se em primeiro da chave. A sensação que ficou foi que a equipe poderia ter ido mais longe, apesar de ter feito uma boa competição.
O troféu de decepção da Euro 2008 ficou dividido entre França, Grécia - que era a detentora do título -, Romênia, Holanda, Áustria, Suíça e Itália. Esta última seleção foi eliminada pela Espanha, mas resistiu até os pênaltis. Por isso, talvez não seja lá uma grande decepção. As donas da casa fizeram uma competição ruim e foram eliminadas na primeira fase, sem mostrar um futebol que empolgasse os torcedores. Mesmo assim, creio que eles ficaram muito satisfeitos com o torneio e com o desempenho de suas seleções.
A Holanda decepcionou ao ser eliminada pela modéstia Rússia, sem tirar dessa todos os méritos que lhe é de direito. A equipe de Marco Van Basten, treinador holandês à época, fizera uma campanha de classificação para o certame quase perfeita e fez a melhor campanha da primeira fase da Euro. Os holandeses ficaram devendo. O resultado custaria o emprego de Van Basten, que assumiria o Ajax tempos depois.
A Romênia decepcionou pela grande campanha que fizera nas eliminatórias para a Euro. Mas quando a competição começou, a equipe não suportou a pressão e foi eliminada na fase de grupos. O treinador romeno, Victor Piturca, diga-se de passagem, é muito competente e montou uma boa equipe, que também poderia ter ido mais longe.
A França do estranho Raymond Domenech foi eliminada na fase de grupos, ficando em último lugar do grupo. Com um time envelhecido e manjado, Domenech foi incapaz de dar ao time consistência tática, o que resultou em um atrito com alguns atletas.
No final da Euro, o saldo para quem ama este esporte foi muito positivo. Para mim, foi sensacional. Chorei, vibrei, gritei, fiquei nervoso, me exaltei e me emocionei, ah, como me emocionei. No dia da final, chegava ao fim um sonho que durou 15 dias, que pareciam intermináveis. É em competições como essa que as verdadeiras lições do futebol ficama evidenciadas. Jogar limpo, aprender a perder, e sempre, mas sempre, respeitar o adversário são coisas que vi na Euro 2008. Uma pena que não posso voltar no tempo e sentir, mais uma vez, a sensação maravilhosa de assistir de novo a Eurocopa de 2008. Mas as boas lembranças ficaram e, enquanto elas existirem, me emocionarei com o futebol.
Há quase quatro anos, nós, adoradores do bom futebol, fomos premiados com um belo campeonato organizado pela Suíça e pela Áustria, excelentes anfitriões, diga-se de passagem. O certame foi vencido pela Espanha, que tinha uma grande equipe e era a grande favorita ao título. Casillas, Serio Ramos, Puyol, Pique e Capdevilla; Xabi Alonso, Xavi, Iniesta e David Silva; David Villa e Fernando Torres. No banco, Luis Aragonés era o comandante deste time quase imbatível, que tinha, e ainda tem, a base do Barcelona.
Na final, conta a Alemanha, apesar do placar magro de 1 a 0, a Espanha foi tão superior, mas tão superior, que os germânicos nem podem contestar jogo equilibrado. O time de Joachim Low, vale ressaltar, também fez um belo torneio, com uma equipe jovem e promissora, mas a Espanha estava mais preparada e levantou o caneco. Dois anos mais tarde, esta mesma base viria a ganhar a Copa do Mundo, primeira da história da Fúria.
Mas engana-se quem pensa que a Euro 2008 se restringiu a estas duas seleções. Na verdade, minha vontade ao criar este post era falar sobre equipes que, mesmo não vencendo, surpreenderam e encheram os olhos dos espectadores.
E foi na Euro 2008 que o Mago Guus Hiddink aprontou mais uma das suas no comando da Rússia. Mas a primeira partida não foi muito promissora, a julgar pelo placar: sofreu uma sonora goleada por 4 a 1 da Espanha. Depois, duas vitórias levaram a equipe às quartas de final. E o adversário, por ironia do destino, foi a poderosa Holanda, país natal de Hiddink. Depois de um empate por 1 a 1 no tempo regular, a Rússia eliminou a Holanda com dois gols na prorrogação e chegou às semi, sendo eliminada pela Espanha.
Uma pergunta relevante: a boa campanha da surpreendente Rússia na Euro deve ser creditada à genialidade de Hiddink ou ao crescimento do futebol russo? Na minha modesta opinião, um pouco dos dois. É indiscutível que o futebol russo é um dos que mais crescem na Europa e as boas campanhas das equipes nacionais nos torneios continentais falam por si. Naquela competição, a Rússia tinha bons nomes, como o goleiro Akinfeev, os defensores Ignashevich e Anyukov, os meias Zhirkov, Zyryanov e o craque do time, Arshavin, além do bom atacante Pavlyucheko. Os comandados do Mago fizeram tão boa campanha que acabaram despertando interesse de grandes clubes da Europa após o certame. O que Hiddink fez - e isso merece muitas congratulações - foi pegar um grupo de bons jogadores, e transformar em uma equipe competitiva, extraindo o máximo de cada jogador. O resultado foi, no final das contas, brilhante para uma seleção em que as expectativas era simplesmente classificar para o torneio.
Mais surpreendente ainda do que a Rússia foi a modesta Turquia. Para não chamar Fatih Terim, comandante turco, de Mago, assim como Hiddink, vamos chamá-lo de Feiticeiro, já que sua campanha foi tão impressionante quanto a do seu companheiro. O início do certame, assim como para os russos, também não foi muito promissor para os turcos: derrota por 2 a 0 para Portugal, que seria o grande adversário da chave. Mas duas vitórias seguidas deram a classificação à equipe, eliminando a anfitriã Suíça e decretando a aposentadoria do grande ídolo suíço Alexander Frei.
O adversário das quartas seria a Croácia, comandada pelo genial Slaven Bilic, que chegou a ser sondado para treinar o Chelsea após a Euro. Lembro-me como ontem desta bela partida que tive o prazer de acompanhar do início ao fim. O tempo regular terminou 0 a 0. Na prorrogação, o incansável Ivan Klasnic fez para os croatas, mas Senturk empatou e levou o jogo para os pênaltis. E as penalidades consagraram o bom e velho Rustu Recber, aquele mesmo da Copa de 2002, que substituíra o titular Volkan Demirel, expulso na partida anterior contra a República Tcheca. A partida marcou a despedida do ídolo e capitão croata Niko Kovac. Confesso que não segurei as lágrimas no momento em que vi Kovac e seus companheiros cabisbaixos, e ainda ver Bilic tentando alegrá-los, como se dissesse "vocês fizeram o melhor, são vencedores independente do resultado". Foi emocionante.
Assim como a Rússia, a Turquia tinha uma boa safra e foi bem treinada por Terim. A dupla de zaga formada por Gokhan Zan e Emre Asik era segura. O lateral esquerdo Hakan Balta, para mim, foi o melhor da Euro, devido à sua regularidade e, principalmente, pelo apoio e marcação. Os meias Arda Turan e Mehmet Topal eram criativos e trabalhadores. E no ataque, Nihat fazia o que era necessário. O Feiticeiro pegou tudo isso, juntou com outros ingerdientes, jogou em seu caldeirão e transformou numa bela equipe, que foi eliminada nas semi pela Alemanha. Esta foi outra partida histórica, pois os turcos jogaram muito desfalcados e acabaram perdendo por 3 a 2. Acho que se ambas as equipes estivessem com suas equipes titulares, o placar poderia ser outro.
E a Croácia de Bilic foi outra boa surpresa, pelo bom futebol apresentado na competição. O principal ponto forte do time era o meio campo, formado pelos jovens e talentosos Kranjcar, Modric, Pranjic e Rakitic. Com um esquema ofensivo e ousado, Bilic levou seus jovens promissores a bater a poderosa Alemanha na primeira fase, classificando-se em primeiro da chave. A sensação que ficou foi que a equipe poderia ter ido mais longe, apesar de ter feito uma boa competição.
O troféu de decepção da Euro 2008 ficou dividido entre França, Grécia - que era a detentora do título -, Romênia, Holanda, Áustria, Suíça e Itália. Esta última seleção foi eliminada pela Espanha, mas resistiu até os pênaltis. Por isso, talvez não seja lá uma grande decepção. As donas da casa fizeram uma competição ruim e foram eliminadas na primeira fase, sem mostrar um futebol que empolgasse os torcedores. Mesmo assim, creio que eles ficaram muito satisfeitos com o torneio e com o desempenho de suas seleções.
A Holanda decepcionou ao ser eliminada pela modéstia Rússia, sem tirar dessa todos os méritos que lhe é de direito. A equipe de Marco Van Basten, treinador holandês à época, fizera uma campanha de classificação para o certame quase perfeita e fez a melhor campanha da primeira fase da Euro. Os holandeses ficaram devendo. O resultado custaria o emprego de Van Basten, que assumiria o Ajax tempos depois.
A Romênia decepcionou pela grande campanha que fizera nas eliminatórias para a Euro. Mas quando a competição começou, a equipe não suportou a pressão e foi eliminada na fase de grupos. O treinador romeno, Victor Piturca, diga-se de passagem, é muito competente e montou uma boa equipe, que também poderia ter ido mais longe.
A França do estranho Raymond Domenech foi eliminada na fase de grupos, ficando em último lugar do grupo. Com um time envelhecido e manjado, Domenech foi incapaz de dar ao time consistência tática, o que resultou em um atrito com alguns atletas.
No final da Euro, o saldo para quem ama este esporte foi muito positivo. Para mim, foi sensacional. Chorei, vibrei, gritei, fiquei nervoso, me exaltei e me emocionei, ah, como me emocionei. No dia da final, chegava ao fim um sonho que durou 15 dias, que pareciam intermináveis. É em competições como essa que as verdadeiras lições do futebol ficama evidenciadas. Jogar limpo, aprender a perder, e sempre, mas sempre, respeitar o adversário são coisas que vi na Euro 2008. Uma pena que não posso voltar no tempo e sentir, mais uma vez, a sensação maravilhosa de assistir de novo a Eurocopa de 2008. Mas as boas lembranças ficaram e, enquanto elas existirem, me emocionarei com o futebol.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Favoritos entram em campo hoje pela Liga
O primeiro dia da Champions
League foi marcado por boas atuações de brasileiros. Alexandre Pato, Thiago
Silva, Hulk, Kleber e David Luiz são alguns dos atletas nacionais que brilharam
nesta terça, 13, na abertura do torneio continental. Hoje, 14, a primeira rodada
continuará com grandes jogos e com mais brasileiros em campo.
Pelo grupo D, o Real Madrid
vai a Zagreb, na Croácia, enfrentar o Dinamo. Um dos favoritos ao título da
competição, o Real não contará com seu treinador, José Mourinho, que foi
expulso na semi-final da temporada passada em jogo contra o Barcelona. O
treinador pegou três jogos de suspensão. Além de “Mou”, o a equipe de Madrid,
provavelmente, não contará com Fábio Coentrão e Ricardo Carvalho, que se
recuperam de lesão. Pela lateral esquerda, o brasileiro Marcelo deve ser titular.
Outro favorito também entrará
em campo hoje. O Manchester United irá ao Estádio da Luz, em Portugal, visitar o
Benfica, buscando manter a boa forma na temporada. O lateral esquerdo Fábio e o
meia Anderson serão os representantes brasileiros pelo lado dos diabos vermelhos.
Os anfitriões deverão entrar em campo com a formação mais utilizada atualmente:
4-2-3-1. Participando do esquema de Jorge Jesus, estarão os brasileiros Artur
(goleiro), Luisão (zagueiro) e Emerson (lateral esquerdo).
Sem Samuel Eto’o, que foi
jogar no Anzhi, da Rússia, a Internazionale de Milão, de Júlio César, Maicon e
Lúcio, receberá o Trabzonspor, atual campeão da Turquia, pelo grupo B. Já no
grupo A, o Villarreal de Nilmar receberá o Bayern de Munique, de Luiz Gustavo,
em partida decisiva, já que este pode ser considerado o grupo da morte da
Champions. Neste mesmo grupo, Manchester City e Napoli se enfrentam na
Inglaterra. Ambas as equipes são sensações em seus países. Na Premier League, o
City é vice-líder, com mesma pontuação que o rival United. Já na Itália, o
Napoli estreou com vitória fora de casa contra o Cesana, enquanto adversários
diretos pelo título não venceram.
Jogos de hoje da Champions
League:
Grupo A
Villarreal x Bayern de Munique
Grupo B
Internazionale x Trabzonspor
Lille x CSKA Moscou
Grupo C
Benfica x Manchester United
Basel x Otelul Galati
Grupo D
Dinamo Zagreb x Real Madrid
Ájax x Lyon
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Ex-Vitória marca em vitória do Chelsea
O cara chegou ao
Chelsea na janela de negociações de janeiro. Jogou meia temporada pelo clube e
já é muito querido pelos jogadores torcedores do Chelsea. O capitão John Terry
disse, inclusive, que o atleta em questão tem potencial para ser o próximo
capitão da equipe londrina. Quem é este atleta? É o zagueiro David Luiz, jogador
revelado no Vitória, que vem brilhando com a camisa dos Blues e hoje, 13, fez o
primeiro gol no triunfo de sua equipe sobre o Bayer Leverkusen, pela primeira
rodada do grupo E da Champions League.
A partida disputada no
Stamford Bridge, em Londres, terminou 2 a 0 para o Chelsea. O gol de David Luiz,
primeiro da partida, saiu num belo passe do atacante Fernando Torres. David partiu do campo de defesa, pela esquerda, e recebeu belo passe do espanhol. O
zagueiro, com muita categoria, colocou a bola no ângulo do goleiro Leno, com a
perna esquerda. Nos minutos finais, o meia atacante espanhol Juan Mata fez o
segundo e definiu o placar para o Chelsea.
Confira abaixo todos os
resultados desta terça-feira pela UEFA Champions League.
Grupo E
Chelsea 2 x 0 Bayer
Leverkusen
Genk 0 x 0 Valência
Grupo F
Borussia Dortmund 1 x 1
Arsenal
Olympiacos 0 x 1 Olympique
de Marselha
Grupo G
Porto 2 x 1 Shakhtar
Donestsk
Apoel 2 x 1 Zenit
Grupo H
Barcelona 2 x 2 Milan
Viktoria Plzen 1 x 1
BATE Borisov
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