sábado, 12 de fevereiro de 2011

Análise do clássico de Manchester


A manhã deste sábado (12) foi marcada pelo primeiro clássico no futebol europeu durante este fim de semana. Manchester United e Manchester City se enfrentaram no Old Trafford, estádio da primeira equipe, em partida válida pela Premier League, o campeonato inglês. Em campo apenas um brasileiro, o maio-campo Anderson do United, ex-Grêmio. O atleta não esteve em grande dia, mas saiu aplaudido pela torcida. Esta, certamente, ficou deliciada com o gol que decidiu a partida: uma linda bicicleta de Wayne Rooney. Com este gol, o United venceu o City pelo placar de 2 a 1.
A equipe da casa não iniciou a partida muito bem. Isto por que o City tratou de partir para cima, como proposta de seu treinadar, Roberto Mancini, que falou antes da partida que sua equipe iria a Old Trafford buscar uma vitória e continuar na luta pelo título. Por isso, os novos milionários da Inglaterra atacaram mais nos primeiros minutos, principalmente pelo lado direito de seu ataque, jogando nas costas de Vidic e Evra, no setor esquerdo da defesa do United. Mas os Red Devils mostraram por que são os líderes do campeonato. Começaram, pouco a pouco, a tomar o controle do jogo, até que em um belo passe de Ryan Giggs, Nani abriu o placar ainda no primeiro tempo.
Na segunda etapa o United recuou muito, de maneira que o City começou a gostar do jogo. O treinador da equipe visitante, que demorou de mexer, colocou Wright-Phillips em campo, para dar velocidade ao setor direito de ataque. Logo após, colocou o recém-contratado Dzeko, jogador da Bósnia e que atuava no Wolfsburg, da Alemanha. As modificações funcionaram. Em jogada pelo lado direito do ataque do City, Phillips cruzou e Dzeko pegou de primeira, a bola desviu nas costa de David Silva e enganou o goleiro dos diabos vermelhos, Van der Sar, empatando assim a partida.
Foi então que Sir Alex Fergusson, treinador do United resolver sair de trás e mexer no time. Tirou Anderson, que fez uma partida discreta e colocou o búlgaro Berbatov. A equipe da casa voltou a equilibrar a partida, de maneira que esta ficou aberta, com chances para ambos os lados. E em uma dessas chances, em uma bola cruzada na área pelo lado direito do ataque do United, Rooney (carinhosamente chamado de “Shrek”) pegou uma linda bicicleta e selou o placar positivo para sua equipe.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Nasce mais um italiano


Pois é, aconteceu de novo. A seleção brasileira perdeu mais um bom jogador que se naturalizou e defenderá outra nação. Trata- se de Thiago Motta, meio-campo da Internazionale de Milão, que estreou pela seleção italiana neste meio de semana em confronto amistoso contra a Alemanha, no estádio Signal Iduna Park, em Dortmund.
Motta vive o melhor momento de sua carreira e com certeza teria espaço em nossa seleção. A julgar pela convocação de Anderson, do Manchester United, que é reserva do time de Alex Fergusson e não consegue regularidade quando entra na equipe. Além disso, Elias não está em melhor forma da que Motta, mas é jogador de confiança do treinador da seleção. Em atividade, hoje, no futebol europeu Thiago Motta é o volante brasileiro que está em melhor fase. Lucas, o principal concorrente, ainda busca afirmação no Liverpool, depois de seu trabalho com Rafa Benitez, que quase não o utilizava. Titular da seleção e do Liverpool, Lucas ainda não lembra aquele jogador que brilhou pelo Grêmio em 2007. E não me venham falar de Felipe Melo...
A trajetória de Motta pela Europa iniciou no Barcelona, por onde atuou de 1999 até 2007. No clube catalão, o atleta não se firmou, muito devido às contusões que o perseguiam constantemente. Mesmo assim era tido como uma grande promessa do time. Ma o tempo foi passando e jogadores como Xavi foram ganhando espaço e Motta, consequentemente, perdendo. Então transferiu-se para o Atlético de Madrid, onde pouco jogou. Mostrou seu bom futebol quando foi para a Itália, atuar pelo Genoa. Logo atraiu os olhares dos grandes clubes europeus e a Inter de Milão o contratou em 2009. Nesta equipe Motta vem mostrando muito futebol, tanto na marcação, quanto no apoio, fazendo gols inclusive. Teve seu auge na conquista da Champions League, Serie A e Copa da Itália na temporada passada, sendo peça fundamental no esquema de José Mourinho.
Enfim, perdemos um grande jogador, que poderia certamente acrescentar muito a essa seleção brasileira em construção. Mas ele preferiu (e com razão!) não esperar mais a boa vontade dos dirigentes brasileiros para convocá-lo. Agora defende a Azzurra, também em construção. Só nos resta desejar boa sorte ao Motta...

Leonardo e a recuperação da Inter


O que dizer da grande fase que a Inter de Milão vive no campeonato italiano e na copa da Itália? Foi graças à saída de Rafa Benítez ou à chegada de Leonardo ao comando técnico da equipe? Ou será, na verdade que foi o híbrido dos dois fatores? Bom, o fato é que a Inter, após a chegada do treinador brasileiro deu uma boa subida na tabela de classificação da Serie A e melhorou suas atuações em campo.
Leonardo chegou sob olhares desconfiados de muitos, mas com o tempo os resultados foram aparecendo, de maneira que a boa fase da equipe é credenciada a ele. Leonardo motivou os jogadores, deu a eles mais liberdade dentro de campo, principalmente ao setor ofensivo, não limitou jogadores como Samuel Eto’o, um ds grandes destaques da equipe na conquista da Uefa Champions League na temporada passada.
Por outro lado, taticamente percebe-se que a equipe de Leonardo se parece muito com a de Mourinho, que ganhou tudo que disputou na última temporada. Benítez também não modificou muito a formação lendária de Mourinho, mas mudou a forma de jogar da equipe. Aproximou mais Et’o e Pandev do ataque, que antes era preenchido apenas por Milito. Isso é suicídio. Obviamente não iria dar certo, mesmo que agradasse os adeptos do futebol ofensivo. Era, na verdade, uma falsa idéia de ofensividade, já que a defesa ficava muito desprotegida. E nem tocamos no assunto dos fortes apoios de Maicon....
Leonardo consertou a Inter, pelo menos na motivação e na formação tática. Muito se falou que Mourinho estava auxiliando Leonardo nesse processo, mas ele, na verdade, mostrou que conhece de futebol e “colocou os pontos nos is”. Thiago Motta voltou a ser titular absoluto ao lado de Cambiasso, Sneijder voltou a ter mais liberdade no meio, o marroquino Kharja, mesmo se questionando sua qualidade técnica para vestir a camisa da Inter, deu uma solução ao meio campo e Samuel Eto’o, enfim, começou a jogar mais no ataque.
A melhora é visível e inquestionável. Leonardo realmente trouxe a Inter de novo à luta pelo calcio e não apenas isso, buscou as boas atuações que ficaram esquecidas na épica temporada passada. Esperaremos ansiosos pelo resultado final.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

UEFA Champions League


Nesta última quinta-feira, 26 de agosto, foi realizado o sorteio da fase de grupos da UEFA Champions League 2010/2011. Os grupos formados foram bem equilibrados, mas uma excessão merece destaque. Trata-se do grupo G, que terá Real Madrid, Milan e Ajax, equipes que, juntas, acumulam 20 títulos do torneio europeu: 9 do Real, 7 do Milan e 4 do Ajax. O Auxerre da França completa este grupo.

Os demais grupos apresentam, em sua maioria, uma grande equipe que desponta como favorita as demais muito equilibradas brigando pela segunda vaga. O grupo A segue esta regra. A Internazionale é a grande favorita e atual campeã, enquanto que Werder Bremen, que eliminou a Sampdoria nos play-offs, Tottenham, deixou para trás o Young Boys, e o Twente, atual campeão holandês, brigarão pela segunda vaga do grupo. O grupo B é o que foge a esta regra. Lyon, Schalke 04 e Benfica são equipes muito equilibradas e travarão grandes duelos em buscas das duas vagas deste grupo, enquanto que o Hapoel Tel-Aviv de Israel tentará ser a zebra.

O Manchester United sai na frente como grande favorito no grupo C. Os diabos vermelhos terão a companhia do Valencia, muito enfraquecido após as saidas de David Villa e David Silva, do Rangers da Escócia e do Bursaspor, atual campeão turco. Dentre os favoritos à conquista da Champions, o Barça é a que mais teve sorte no sorteio. Terá por adversários no grupo D o Panathinaikos da Grécia, o Copenhague da Dinamarca, equipe que mantém uma boa sequência de participações na fase de grupos, e o Rubin Kazan, campeão russo na temporada passada. A menos que ocorra um desastre como o da temporada passada, quando o Barça perdeu em casa para esta mesma equipe russa, o time catalão passará bem à próxima fase.

O grupo E tem o vice-campeão europeu da temporada passada, o Bayern de Munique, como favorito, mas tem a Roma bem perto. Completam o grupo o Basel da Suiça e o Cruj da Romênia. O Chelsea de Carlo Ancelotti desponta como favorito no grupo F. A equipe londrina terá o atual campeão francês, Olimpique de Marselha, o Spartak Mascow, treinado por Valery Karpin e o Zilina da Eslováquia como adversários.

Os ingleses do Arsenal seguem a tradição de grupos teoricamente fáceis. Nesta temporada os adversários serão o Shakhtar Donetsk da Ucrânia. equipe recheada de brasileiros, o surpreendente Braga de Portugal, que eliminou o Sevilla na fase de play-offs, e o Partizan Belgrado da Sérvia.

Assim foi o sorteio da UEFA Champions League 2010/2011. Vai começar a temporada de caça aos grandes jogos, por isso, preparem-se bravos e destemidos caçadores, pois, se deixarem passar um jogo desses, certamente irão se arrepender.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Temporada 2010/2011

Amigos, fãs do futebol europeu, preparem, pois vem aí mais uma temporada fantástica. Os campeonatos estão próximos do início, as equipes estão se reforçando, enquanto nós aguardamos ansiosos. Duelos como Manchester United X Chelsea, Inter X Milan e Bayern X Schalke prometem esquentar a temporada. Mas, sem dúvidas, o principal deles será Real Madrid e Barcelona. Estas duas equipes protagonizarão um confronto épico durantes esta temporada. Isto se justifica pelos elencos que ambas as equipes possuem e pelos reforços que fizeram.
Real e Barça é um duelo que há muitos anos esquenta o futebol europeu. A rivalidade histórica entre estas equipes é, sem dúvidas, um ingrediente a mais em toda pré-temporada. E esta rivalidade é tão grande que na Espanha costuma-se dizer que existem dois campeonatos, um disputado entre Real e Barça e o outro entre as demais equipes. Mas esta temporada este confroto é ainda mais especial. Ambas as equipes se roforçaram muito bem. O Barça levou para o Camp Nou a super-estrela da seleção espanhola: David Villa, contratação que custou a bagatela de 40 milhões de euros aos cofres da equipe catalã. Este atleta adicionado às demais estrela do Barça, com certeza, será um grande trunfo. Sem falar na especulação que liga Cesc Fabregas ao Barça. O Arsenal não quer liberá-lo, mas Fabregas é declaradamente torcedor do Barça, mas por enquanto não manisfestou publicamente vontade de ir para Barcelona.
O Real, por outro lado, gastou bastante, como sempre. Contratou Angel Di Maria, jovem argentino que se destacou no Benfica, Sami Khedira, volante alemão, ex-Sttutgard, um dos destaques da seleção alemã na Copa de 2010 e o zagueiro português Ricardo Carvalho. Mas a grande contratação foi a do treinador português José Mourinho, que chega com o status de melhor treinador do futebol europeu, justicado por ter vencido, com a Internazionale de Milão, todos os títulos que disputou na temporada passada: Champions League, Campeonato Italiano e Copa da Itália.
É amigo, este confronto realemente promete e eu estarei aguardando.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

A equipe de Laurent Blanc

O Bordeaux tem sido uma das grandes sensações do futebol europeu nos últimos tempos. Desde que seu atual treinador, Laurent Blanc, assumiu a equipe, esta não parou de crescer. Com time bem definido, formado por jogadores de várias nações, inclusive brasileiros que são fundamentais ao esquema de Blanc, são eles os volantes Wendell e Fernando, o zagueiro Henrique e o atacante Jussiê. Destes apenas Wendell é considerado titular absoluto, mas os outros têm total confiança do treinador.
Líder disparado no campeonato francês e melhor campanhada fase de grupos da Uefa Champions League, o Bordeaux é uma verdadeira ameaça aos grandes favoritos no torneio continental. Liderando pelo jovem craque francês Yoann Gourcuff, a equipe vem praticando um futebol bonito e empolgante, deixando seus torcedores (e confesso que sou um grande adimirador da equipe) eufóricos na conquista de títulos. Laurent Blanc está hoje no rol dos grandes treinadores do futebol europeu na atualidade (para mim só perde para Ancelotti). O treinador implantou seu estilo de jogo e seus jogadores se adaptaram de tal maneira que a equipe vem jogando o fino do futebol, mesmo com atletas desconhecidos no cenário europeu. Os brasileiros que já foram citados são peças de extrema importância, assim como Goufran, Planus, Tremoulinas, Chamack, entre outros.
A equipe vem encantando, ao ponto de o autor que vos fala considerá-la uma das favoritas à conquista do título europeu e não faltam argumentos para isso. Tem um bom time, uma bela torcida, está jogando bem e o principal, tem um comandante sensacional. O resultado veremos no fim da temporada.

domingo, 29 de novembro de 2009

Clássico x Clássico

Primeiramente quero pedir a todos os meus leitores minha sinceras desculpas por minha falta de postagens durante tanto tempo. Sabe como é vida de futuro jornalista, muito corrida. Mas enfim, volto para falar hoje de dois grandes clássicos do futebol europeu que foram realizados neste domingo, dia 29 de novembro. Pelas bandas de Barcelona, a equipe local recebeu seu grande e eterno rival, o poderoso e galático Real Madrid. Um pouco mais ao norte do continente europeu, se enfrentaram Arsenal, o mandante e Chelsea, o atrevido visitante. Dois jogos que tiveram brasileiros em campo e que possuem cada um sua peculiaridade que para alguns é imperceptível, mas que para nós, loucos por futebol, vêm à tona.
Real e Barça pode-se dizer que era o jogo mais esperado da temporada. O Real de Florentino Perez voltou à era galática, montou um time estrelado, gastando para isso muito dinheiro. O Barça, por outro lado, investiu em poucas contratações, mas estas bastante convincentes, entre elas Ibrahimovic, que despensa comentários. O Real trouxe Kaká, Cristiano Ronaldo, Benzema... Enfim, montou um novo time, como toda temporada aliás. Seu rival preferiu dar seguimento ao trabalho, mudou pouco, investiu nos meninos da base, manteve o esqueleto da equipe vencedora da temporada passada. Pepe Guardiola, o estreante que ganhou tudo, segue no comando da equipe catalã. Enquanto pelas bandas de Madrid, Manuel Pelegrini, o chileno que já merecia a muito tempo uma chance em um time grande, deixou o Villareal e assumiu os Merengues, substituindo Juande Ramos, que foi para o CSKA, mas acabou sendo demitido... Enfim, isto é assunto para outra postagem. Ah sim, o resultado do jogo? Um a zero para a equipe catalã que jogara em casa e vencera seu grande rival. Venceu enfim a equipe mais organizada, que tem planejamento para o futuro, que respeita seus atletas. Mas venceram também todos os torcedores que presenciaram o espetáculo, todos nós que o vimos e nos emocionamos de longe, venceu, enfim, o futebol. Só para terminar um pequeno detalhe, o gol foi de Ibrahimovic.
Em Londres, O Arsenal recebeu o Chelsea em seu belo estádio, o Emirates Stadium, um dos mais modernos e belos estádios do mundo. Assim como Real e Barça, este jogo disputado no Emirates foi mais um grande espetáculo que o futebol nos proporcionara. Um jogo que, diferentemente do outro que falamos, tem como destaque seus managers. De um lado, o anfitrião, Arsene Wenger, 13 anos de Arsenal, muitos títulos, muitos jogadores revelados, um dos grandes treinadores do futebol mundial, para mim o melhor. Enfim, do outro lado estava Carlo Anceloti, o visitante. Anceloti aliás que é o mais novo integrante dos managers das grandes equipes do futebol inglês, saiu do Millan e substituiu Guus Hiddinck na equipe londrina. Não tenho dúvidas de que Wenger deu as boas vindas antes do início do jogo ao novo participante desse que é o melhor campeonato do mundo. Um espetáculo de deixar qualquer espectador deliciado com o que viu, de não sair da frente da TV um minuto sequer. Em campo, entre outras estrelas do futebol estavam, pelo Arsenal, Fábregas, Arshavim, Gallas, Sagna. E representado os blues, Lampard, Joe Cole, Drogba, Anelka, Cech. Este, entre outros, foram os atores de um espetáculo mágico, como todo grande clássico europeu. Belos gols, repeito ao adversário, jogo duro. carrinhos, gritos, vaias, são elementos que fizeram deste, mais um jogo que ficará no história da Premier League. O resultado? Este mais um vez é secundário, o placar terminou com um 3 a 0 para os visitantes. No fim, quem ganhou mesmo foi o futebol e não hoveram derrotados, porque futebol é, acima de tudo, amor, paixão àquilo que se faz, repeito a seu próximo, fair play, como denomina a FIFA. Futebol é, enfim, uma magia que não podemos deixar morrer apenas por um ou outro resulatado, por que o que está em jogo é essa essência que nos comove, que nos emociona, que nos faz rir e também chorar, que nos faz enfim, seres melhores.